O mosquito-palha, responsável pela transmissão das leishmanioses, e o carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa, exigem atenção constante da população, conforme alerta da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR). Essas enfermidades integram o grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) e atingem primordialmente populações vulneráveis.
As DTNs são uma das principais preocupações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que instituiu o dia 30 de janeiro para mobilizar esforços globais no controle dessas patologias. Para reforçar a prevenção, a Sesa orienta sobre os cuidados necessários com os vetores e o monitoramento dessas doenças no Paraná.
“Manter a higiene dos quintais e verificar o corpo após atividades em áreas verdes são medidas simples que salvam vidas”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “O Paraná tem uma rede preparada para o diagnóstico rápido, mas a colaboração do cidadão no controle desses vetores é indispensável”, enfatiza.
As leishmanioses se manifestam de duas formas principais: a tegumentar, que ataca a pele e as mucosas, e a visceral, uma condição mais grave que atinge órgãos internos e pode ser fatal se não tratada. Já a febre maculosa é uma infecção febril aguda causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas pela picada de carrapatos infectados.
Ambas as doenças compartilham um desafio comum: seus sintomas iniciais, como febre e dores no corpo, podem ser facilmente confundidos com os de outras enfermidades, que faz do histórico de exposição do paciente a informação mais importante para as equipes de saúde.