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Flávio Bolsonaro termina primeiro turno à frente de Lula e fortalece aliados no Congresso

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O senador Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno das eleições presidenciais na liderança, com quarenta e sete vírgula zero três por cento dos votos, contra quarenta e cinco vírgula dezesseis por cento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral, com noventa e nove vírgula noventa e nove por cento das urnas apuradas, apontavam uma diferença de dois milhões e duzentos e trinta mil votos.

O resultado foi acompanhado pelo avanço de seu partido no Congresso Nacional, com a eleição de dezenove senadores, sendo três reeleitos, e cento e doze deputados federais. Flávio também comemorou as vitórias de aliados nos governos estaduais ainda no primeiro turno: Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Sergio Moro, no Paraná; e Zucco, no Rio Grande do Sul.

Para Lula, o resultado trouxe um desafio adicional. Desde a redemocratização, nenhum candidato à Presidência que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu reverter a posição na votação final. Integrantes de sua campanha esperavam uma vitória apertada na primeira etapa e não trabalhavam com a possibilidade de derrota.

O presidente também acompanhou derrotas de aliados importantes. Em São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad perdeu a disputa pelo governo para Tarcísio. As ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva não conquistaram as vagas ao Senado pelo estado. No Paraná, a ex-ministra Gleisi Hoffmann também perdeu a eleição para senadora. No Congresso, o partido de Lula elegeu nove senadores e oitenta e oito deputados federais.

Flávio comemorou o desempenho em seu comitê de campanha, no Lago Sul, ao lado de aliados, entre eles o coordenador Rogério Marinho e a senadora eleita Bia Kicis. Em entrevista, agradeceu a confiança de quase cinquenta e seis milhões de eleitores, atribuiu o resultado ao desejo de mudança e afirmou que a votação representava o encerramento de um ciclo do partido de Lula.

A candidatura do senador começou sob desconfiança de parte dos próprios aliados, que consideravam Tarcísio um nome mais competitivo. Jair Bolsonaro, porém, sustentou a indicação do filho.

Durante a campanha, Flávio enfrentou uma série de controvérsias. Uma reportagem do Intercept Brasil afirmou que ele teria solicitado cento e trinta e quatro milhões de reais ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para supostamente financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de seu pai. O período também foi marcado por um rompimento temporário com Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal.

A campanha ainda trouxe de volta acusações de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e questionamentos sobre suposta proximidade com milicianos. Também foram divulgadas informações sobre mensagens e encontros com Vorcaro.

Na reta final, Flávio foi alvo de notícias falsas sobre um suposto projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso chegasse à Presidência.

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