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Estudo projeta mais de oitocentas mil mortes adicionais associadas ao calor durante o El Niño

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O calor extremo durante o atual El Niño pode estar associado a oitocentas e cinquenta e sete mil e quatrocentas mortes adicionais no mundo, entre junho deste ano e março de dois mil e vinte e sete. A estimativa é do Climate Impact Lab, grupo de pesquisa ligado à Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

O levantamento calcula quatrocentas e oitenta e quatro mil e quinhentas mortes adicionais relacionadas às temperaturas observadas entre junho e setembro. Para o período de outubro a março, a projeção é de outras trezentas e setenta e duas mil e novecentas mortes. Os números são estimativas produzidas por modelos estatísticos e não representam uma contagem oficial de óbitos confirmados.

No Brasil, o laboratório projeta aproximadamente dezenove mil mortes adicionais relacionadas ao calor entre outubro e março. O cálculo considera fatores como as temperaturas, a vulnerabilidade da população e a capacidade de adaptação de cada região. Os pesquisadores destacam que medidas de prevenção, incluindo alertas antecipados, acesso à água e locais de resfriamento, podem salvar vidas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação dos ventos e na distribuição das chuvas, provocando efeitos diferentes conforme a região. No Brasil, o fenômeno costuma favorecer a redução das chuvas em partes do Norte e do Nordeste e aumentar a probabilidade de precipitações acima da média no Sul.

Para o Paraná e os demais estados da Região Sul, o excesso de chuva exige atenção ao risco de inundações. Já nas áreas sujeitas à estiagem, a preocupação envolve a disponibilidade de água e os prejuízos à agricultura. Os efeitos variam conforme a intensidade do fenômeno e as condições de cada local, tornando necessário acompanhar as atualizações dos órgãos de meteorologia e da Defesa Civil.

Além dos impactos no campo e no abastecimento, as temperaturas elevadas representam um risco à saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o calor intenso pode causar exaustão térmica e insolação, além de agravar doenças do coração, dos rins e do sistema respiratório. Idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol estão entre os grupos mais vulneráveis.

A orientação é beber água regularmente, usar roupas leves, procurar ambientes frescos e evitar esforço físico nos horários mais quentes. Também é importante acompanhar familiares e vizinhos que vivem sozinhos. Confusão mental, convulsões ou perda de consciência durante uma exposição ao calor exigem atendimento de emergência.

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